O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nesta quarta-feira (28) duas versões de uma carta na qual questiona o resultado da eleição e, após deixar o Brasil, afirma que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos.
Na primeira versão, o parlamentar se declarou o "verdadeiro presidente eleito" e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude nas urnas. Na segunda, retirou o trecho e passou a se definir como "líder do Brasil".
Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, segundo o conteúdo divulgado. No documento, ele também acusa o governo de abuso de poder político e econômico durante a campanha e defende a cassação da chapa adversária.
O senador deixou Brasília na terça-feira e seguiu até a fronteira com a Argentina, de onde embarcou em um avião particular para o Equador e, depois, os Estados Unidos. A saída ocorreu após a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o recolhimento de seu passaporte, embora o próprio Flávio reconheça na carta que não havia mandado de prisão contra ele.
Já nos Estados Unidos, Flávio agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, ao presidente americano, Donald Trump, e ao povo dos Estados Unidos pelo acolhimento. Ele disse que pretende atuar politicamente no exterior e apresentar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição.
Na carta, o senador também menciona articulações para a sucessão no comando do Senado e cita Rogério Marinho (PL-RN), a quem chama de seu candidato à Presidência da Casa. Flávio afirma ainda que manterá comunicação regular com os eleitores e que liderará a oposição a partir dos Estados Unidos.
Fonte: O Globo