Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) se dividiram nas redes sociais, na terça-feira, entre acusações de perseguição política e apelos à pacificação após a derrota do senador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de domingo.
Segundo informações que circularam nas redes, Flávio teria viajado para os Estados Unidos. Seu entorno vinha tentando convencê-lo a reconhecer o resultado das urnas e encerrar a disputa eleitoral.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em vídeo que “a eleição passou” e defendeu a união da oposição para fiscalizar o governo. Ele também agradeceu a Flávio e aos eleitores pelos quase 60 milhões de votos, além de criticar supostos excessos do Judiciário e o uso da máquina durante a campanha.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu a derrota do senador em nota publicada na segunda-feira. O texto passou a afirmar que o partido reconhecia o resultado presidencial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois de uma publicação anterior ter sido apagada.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também defendeu que é preciso aprender a perder. O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, e o senador Alfredo Gaspar, escolhido como vice na chapa de Flávio, igualmente reconheceram o resultado.
Outros aliados mantiveram o discurso de perseguição. Nikolas Ferreira e Sergio Moro questionaram a apreensão do passaporte de Flávio, enquanto Carlos Jordy (PL) afirmou que o senador teria deixado o país para não ser usado como moeda de troca em uma discussão sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Eleita senadora por Santa Catarina, Caroline de Toni (PL) disse que Flávio poderia ser preso caso retornasse ao Brasil. As declarações ocorreram após Moraes determinar a entrega dos documentos do candidato derrotado em uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio.
Fonte: O Globo