Dois trens de alta velocidade colidiram em 28 de outubro de 2026, na província espanhola de Toledo, deixando ao menos 64 mortos e 80 feridos, segundo o governo regional de Castilla-La Mancha. Os números estavam em atualização durante o trabalho de resgate.
O acidente ocorreu às 8h54, na linha que liga Madri à Andaluzia. Um trem da estatal Renfe, com 397 passageiros e destino a Sevilha, atingiu uma composição da empresa privada Iryo, que estava parada entre Los Yébenes e Urda e transportava 147 pessoas; vagões descarrilaram e caíram por uma ribanceira.
O governo regional ativou o Plano Territorial de Emergência, enquanto equipes de bombeiros, helicópteros, unidades móveis de terapia intensiva e a Unidade Militar de Emergências foram mobilizados. O primeiro-ministro Pedro Sánchez cancelou compromissos, e o rei Felipe VI manifestou pesar às famílias.
A tragédia se soma a uma série de acidentes graves no sistema ferroviário espanhol. Em 18 de janeiro de 2026, uma colisão entre trens de alta velocidade perto de Adamuz, em Córdoba, matou 46 pessoas; dois dias depois, um descarrilamento entre Sant Sadurní d'Anoia e Gelida, em Barcelona, deixou um morto e 37 feridos.
Em 24 de julho de 2013, o descarrilamento de um trem na curva de A Grandeira, perto de Santiago de Compostela, matou 80 pessoas e feriu mais de 100. Em 3 de julho de 2006, um acidente no metrô de Valência deixou 43 mortos e 47 feridos.
Outros desastres ocorreram em Chinchilla, em 2003, com 19 mortos; em Castelldefels, em 2010, com 13 vítimas; em El Cuervo, em 1972, com 77 mortos; e em Urduliz, em 1970, com 33 mortos e mais de 200 feridos.
O acidente de Torre del Bierzo, em León, em 3 de janeiro de 1944, é apontado como uma das maiores tragédias ferroviárias do país. Estimativas indicam entre 500 e 800 mortos, enquanto a Renfe registrou oficialmente 78 mortes e 75 feridos.
Fonte: O Globo