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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Tarcísio reconhece resultado e defende oposição fiscalizadora

Tarcísio reconhece a vitória de Lula e defende união da oposição para fiscalizar o próximo governo e cobrar responsabilidade fiscal.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reconheceu nesta terça-feira, em vídeo publicado nas redes sociais, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e defendeu que a oposição fiscalize o próximo governo.

Ao agradecer a Flávio Bolsonaro pela campanha e aos eleitores, Tarcísio afirmou que a eleição passou, mas que continuam os objetivos de formar ministérios com nomes técnicos, controlar os gastos públicos, reduzir privilégios e combater o crime.

O governador disse que o país permanece dividido e que o resultado exige responsabilidade do presidente eleito e da oposição. Também afirmou que a oposição deve se unir para cobrar responsabilidade fiscal e acompanhar as decisões do governo pelos próximos quatro anos.

Tarcísio criticou o que classificou como excessos do Judiciário e uso da máquina pública durante a campanha. Segundo ele, programas lançados fora do prazo e medidas adotadas no período eleitoral precisam deixar lições, enquanto as promessas de campanha devem ser examinadas por causa dos possíveis impactos para os contribuintes.

Ele também mencionou efeitos econômicos observados após a eleição, como queda da bolsa, perda de valor de empresas e alta do câmbio, e defendeu a pacificação do país, o aperfeiçoamento do sistema político e o funcionamento das instituições, incluindo o Judiciário.

Tarcísio se reuniu com Flávio Bolsonaro na segunda-feira, em Brasília, e foi um dos aliados que aconselharam o senador a reconhecer o resultado. Durante a campanha, o governador atuou na articulação da candidatura presidencial, primeiro em São Paulo e, no segundo turno, também em outros estados.

Após a apuração, Flávio não reconheceu a derrota e afirmou que contestaria o resultado, alegando que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de estender por duas horas o horário de votação teria alterado a regra eleitoral e beneficiado Lula. Na segunda-feira, segundo a fonte, o senador passou a defender a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin por suposto abuso de poder econômico.

Fonte: O Globo

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