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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

STF deve retomar análise de menções a ministros no caso Master

STF deve retomar após a eleição a discussão sobre menções a ministros encontradas em mensagens ligadas ao caso Master.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, após o segundo turno da eleição presidencial, a discussão sobre como investigar menções a ministros da Corte encontradas em mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A expectativa é que o presidente do STF, Edson Fachin, receba no início de novembro relatórios da Polícia Federal sobre as citações. Em reunião realizada em outubro com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Fachin afirmou que o material deveria apresentar o contexto das menções em caráter estritamente descritivo.

As referências aos ministros não constituem, por si só, indício de participação em irregularidades. O episódio, porém, levantou questionamentos sobre a necessidade de aprofundar as apurações e sobre a competência para conduzi-las.

Em setembro, Fachin abriu um procedimento específico para tratar do assunto, retirando a discussão do inquérito das fake news. O tema chegou ao plenário do STF, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem até 15 de dezembro para devolver o processo, conforme o prazo regimental de 90 dias.

A suspensão deixou em aberto a análise conjunta dos procedimentos relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça, além dos possíveis desdobramentos das informações produzidas pela PF. Segundo despacho de Moraes encaminhado a Fachin, o material também menciona Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

A discussão ocorre enquanto o STF busca ampliar o diálogo com o Congresso Nacional, especialmente com o Senado, responsável por analisar eventuais pedidos de impeachment de ministros. De acordo com a matéria, a nova composição do Parlamento e o cenário político a partir de 2027 podem influenciar a interlocução institucional da Corte.

Fonte: O Globo

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