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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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PT apoia Hugo Motta para novo mandato na Câmara

PT oficializa apoio a Hugo Motta, que reúne respaldo declarado de 15 partidos na disputa pela presidência da Câmara.

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O PT oficializou em 27 de outubro de 2026 o apoio à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados. Com a decisão, Motta passou a reunir o respaldo declarado de 15 partidos, enquanto o PL ficou mais isolado na disputa.

A decisão foi tomada em reunião da bancada petista, que contou com deputados em exercício e parlamentares eleitos para a próxima legislatura. O anúncio foi feito conjuntamente com o PCdoB após um encontro de Motta com deputados na Câmara.

Na véspera, Motta havia se reunido com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o encontro, os três divulgaram uma fotografia de mãos dadas, e aliados afirmaram que a reunião consolidou o apoio de Lula às candidaturas de Motta e Alcolumbre.

Os partidos que declararam apoio a Motta são União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSDB, Cidadania, Podemos, Solidariedade, PRD, PDT, PSB, PV, PT e PCdoB. O apoio partidário, porém, não garante os votos de todos os deputados, já que a eleição para a presidência da Câmara é secreta.

O ex-presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) indicou a dirigentes de partidos de centro que não apoiaria Motta, em razão da aproximação do deputado com Lula. Nas últimas semanas, Motta defendeu publicamente a reeleição do presidente, participou de atos favoráveis ao petista na Paraíba e apareceu em fotografias usando um boné vermelho com o nome de Lula.

Com o avanço de Motta, integrantes do PL que avaliavam disputar a presidência da Câmara passaram a recuar. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse a interlocutores que provavelmente não será candidato; o vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), também era considerado para a disputa.

O líder do PSD, Antonio Brito (BA), foi um dos principais apoiadores da candidatura de Motta. Brito era visto como possível adversário e chegou a lançar sua candidatura em 2024, mas desistiu depois que Motta reuniu o apoio de grande parte dos partidos.

No Senado, o PL deve concentrar esforços na candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) contra Alcolumbre. A federação União Brasil-PP anunciou apoio à continuidade de Alcolumbre, deixando de lado a possibilidade de candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra de Jair Bolsonaro.

Em nota, os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, afirmaram que a permanência de Alcolumbre contribuiria para a estabilidade institucional, o equilíbrio político, o diálogo e a construção de consensos no Congresso.

Fonte: O Globo

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