A psicóloga Mara Suassuna afirmou, após o resultado das eleições, que empresários lhe pediram a seleção de novos funcionários para substituir empregados identificados com o petismo por profissionais alinhados à direita.
Suassuna, que atua com prospecção, recrutamento e seleção, disse ter recebido telefonemas e mensagens de clientes com a exigência. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que o critério estaria relacionado a “valores”, e não diretamente à ideologia partidária.
Segundo a psicóloga, a compatibilidade entre os valores de funcionários e empregadores seria determinante para os resultados das empresas. Ela citou uma teoria do psicólogo Shalom H. Schwartz sobre valores básicos e escolhas de comportamento.
O Código de Ética Profissional da Psicologia proíbe induzir convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou qualquer tipo de preconceito no exercício da profissão. A legislação trabalhista também veda a discriminação na contratação.
O Ministério Público do Trabalho informou ter obtido 52 decisões liminares em 59 ações civis públicas contra o assédio eleitoral. Até as 23h59 de 26 de outubro, o órgão havia recebido 1.937 denúncias relacionadas às eleições, sendo 350 em São Paulo, 212 em Minas Gerais e 169 no Rio de Janeiro.
Entre o primeiro e o segundo turnos, o MPT registrou 946 denúncias e informou que sua atuação resultou na assinatura de 53 termos de ajuste de conduta.
Fonte: O Globo