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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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POLÍTICA

New York Times critica interferência de Trump nas eleições brasileiras

Editorial do New York Times afirma que a interferência de Trump nas eleições brasileiras prejudica a democracia e os interesses dos EUA.

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Editorial publicado pelo New York Times nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, afirma que a interferência do presidente Donald Trump nas eleições brasileiras e de outros países prejudica a democracia e os interesses dos Estados Unidos.

Segundo o jornal, Trump estaria conduzindo os Estados Unidos de volta a um passado de intervenções em processos eleitorais estrangeiros, especialmente durante a Guerra Fria. O editorial cita manifestações de apoio a candidatos na Argentina, Colômbia, Honduras, Hungria, Israel, Japão e Polônia.

O Brasil aparece como principal exemplo. O texto afirma que os eleitores brasileiros escolheram, no domingo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para continuar na Presidência por mais quatro anos, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo o editorial, nunca recebeu apoio formal de Trump.

O periódico menciona medidas adotadas pelo governo americano que favoreceram os interesses políticos do filho mais velho de Jair Bolsonaro, como tarifas de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, impostas em 2025, e sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

O editorial também cita acusações de parlamentares democratas de que o governo americano promoveu uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil. Para o jornal, a estratégia desrespeita a autonomia dos eleitores brasileiros, favorece políticos de extrema-direita com tendências autocráticas e enfraquece a posição internacional dos Estados Unidos.

O New York Times afirma ainda que pesquisas do Pew Research Center indicam redução da vantagem da imagem dos Estados Unidos sobre a China entre moradores de Brasil, Chile, Colômbia e México. Na conclusão, o jornal sustenta que a influência global americana depende da defesa de ideais democráticos por seus líderes.

Fonte: O Globo

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