O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da candidatura derrotada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira que foi surpreendido pelas notícias sobre uma possível saída do aliado do Brasil e esperava que ele liderasse a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Marinho disse que não recebeu informações sobre qualquer viagem. Segundo ele, Flávio enviou uma mensagem pela manhã afirmando que precisava de um tempo antes de retomar as conversas com os aliados.
Os dois se reuniram até as 16h de segunda-feira para discutir os próximos passos após a derrota eleitoral. Marinho afirmou que esperava que Flávio aproveitasse os quase 60 milhões de votos recebidos para assumir posição de destaque na articulação da oposição.
Até o momento da declaração, o senador disse não ter confirmação de que Flávio havia deixado o país nem informações sobre a possibilidade de receber asilo político do governo de Donald Trump.
Marinho afirmou que tentou falar com Flávio após ser procurado pela imprensa e recebeu uma mensagem, mas não soube informar onde o aliado estava. Apesar de dizer que não foi consultado, declarou compreender uma eventual decisão de deixar o Brasil.
O senador também criticou as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em investigação sobre a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz. Para Marinho, as suspeitas não justificariam as restrições e a rapidez na solicitação das medidas, segundo sua avaliação.
Questionado se Flávio poderia exercer a liderança da oposição fora do Brasil, Marinho citou a venezuelana María Corina Machado, uma das principais figuras da oposição ao governo de Nicolás Maduro.
As conversas de Marinho com dirigentes e parlamentares do PL nesta terça-feira também trataram das articulações para a escolha dos próximos presidentes da Câmara e do Senado, previstas para 2027. O senador participa das negociações para o comando do Senado.
Fonte: O Globo