O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira, em Brasília, que o governo não discute um ajuste fiscal e que o tema não está entre as prioridades do Executivo no Congresso até o fim do ano.
Durante encontro da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Guimarães disse que o assunto não foi discutido pelo governo nem pela bancada. Segundo ele, as prioridades para as próximas semanas são a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, da medida provisória sobre o fim das bets e da PEC da tarifa zero para o transporte público nos fins de semana.
A declaração contraria o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou na segunda-feira que o governo adotaria medidas para estabilizar a situação financeira do país após a reação negativa do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durigan também disse que o governo pretende trabalhar para atingir o centro da meta de resultado primário, revisar despesas obrigatórias, ampliar o superávit primário e não prorrogar parte das medidas parafiscais adotadas ao longo do ano.
Na segunda-feira, o dólar subiu 8,2%, para R$ 5,40, e a Bolsa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos. A queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte oscilação.
Após a reação do mercado, Lula se reuniu no início da noite, no Palácio da Alvorada, com Durigan e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Fonte: O GLOBO