O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou na segunda-feira (26), em vídeo publicado nas redes sociais, que pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no segundo turno. Flávio acusou o petista de abuso de poder político e econômico, sem apresentar provas das irregularidades alegadas.
O senador também voltou a questionar a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e criticou a ordem para entregar seus passaportes à Polícia Federal e não deixar o país.
Segundo aliados, Flávio decidiu permanecer no Brasil e organizar a oposição ao novo governo Lula. A decisão foi discutida em reunião realizada em Brasília com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP).
Flávio afirmou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral por considerar que a disputa foi desequilibrada por medidas adotadas pelo governo federal. De acordo com aliados, ele desistiu de apresentar uma ação para pedir a anulação da eleição, possibilidade defendida logo após a derrota.
O senador disse que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes quando deixava uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Segundo Flávio, a decisão foi fundamentada em uma declaração de Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro, na qual o deputado defendeu que o irmão deixasse o país caso perdesse a eleição.
Flávio negou ter considerado deixar o Brasil e classificou a medida como uma tentativa de intimidação política. Ele afirmou ainda que pretende reunir deputados, senadores e outros políticos eleitos para definir uma estratégia de oposição.
Fonte: O Globo