O Ministério da Fazenda monitora a volatilidade no mercado financeiro e pode recorrer a leilões extraordinários do Tesouro e a declarações públicas para preservar o funcionamento normal dos negócios nos próximos dias.
A estratégia ocorre após um dia de forte estresse, com alta superior a 8% do dólar e queda de mais de 13% na Bolsa, o maior recuo diário desde 2020 segundo o conteúdo original. As negociações chegaram a ser suspensas temporariamente por causa da oscilação.
O Tesouro Nacional interveio duas vezes no mercado de títulos públicos. Mesmo assim, os vencimentos de médio e longo prazo registraram alta de mais de dois pontos, em meio à avaliação de agentes financeiros de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva não adotará os ajustes necessários na gestão fiscal.
Na segunda-feira, Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para iniciar a discussão sobre as propostas fiscais. A equipe econômica ainda precisa alinhar as medidas com o presidente antes de detalhar os planos.
Durigan afirmou à imprensa que o governo avançará na revisão de despesas e buscará mecanismos para atingir o centro da meta fiscal. Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que a atuação do Tesouro busca dar racionalidade ao mercado e que conversou sobre o movimento com Lula e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Agentes ligados a instituições financeiras esperam uma sinalização mais firme sobre o comando da economia no próximo mandato de Lula e sobre as medidas para colocar a dívida pública em trajetória sustentável. Segundo o conteúdo original, o endividamento subiu mais de 11 pontos desde 2023.
O plano em discussão deve incluir medidas para conter a alta dos gastos e uma iniciativa para buscar o centro da meta fiscal durante a execução do orçamento. Para 2027, a meta é um superávit de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o piso considerado para eventuais contingenciamentos é de R$ 36,6 bilhões.
Fonte: O Globo