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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Ex-soldado dos EUA é condenado a 59 anos por matar esposa no Alasca

Ex-soldado americano é condenado a 59 anos por matar a esposa e esconder o corpo em um sistema de drenagem no Alasca.

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Zarrius Hildabrand, de 24 anos, ex-soldado do Exército dos Estados Unidos, foi condenado a 59 anos de prisão na sexta-feira (23) por matar a esposa, Saria Hildabrand, de 21 anos, e esconder o corpo em um sistema de drenagem subterrâneo em Anchorage, no Alasca.

Hildabrand foi condenado por homicídio em segundo grau e duas acusações de adulteração de provas. O crime ocorreu em 6 de agosto de 2023, poucas horas depois de o casal comemorar o aniversário dele, segundo a promotoria.

De acordo com a acusação, Saria havia descoberto mensagens que indicavam uma infidelidade. Hildabrand teria atirado na cabeça da mulher com uma pistola calibre 9 mm e transportado o corpo em uma lata de lixo com rodas até um bueiro próximo ao apartamento.

Investigadores afirmaram que o ex-soldado comprou produtos de limpeza, lençóis e uma capa de colchão para tentar eliminar vestígios. Depois, ele comunicou o desaparecimento da esposa e participou das buscas com familiares, colegas militares e voluntários.

A investigação encontrou sangue no colchão, no carpete, na estrutura da cama e em outras áreas do apartamento. Os restos mortais de Saria foram localizados sob um travesseiro, dentro de um sistema de drenagem.

Durante o julgamento, Hildabrand admitiu ter escondido o corpo, mas disse não se lembrar se havia matado a mulher. A defesa sugeriu que a morte poderia ter sido acidental ou autoinfligida, versão contestada pela promotora Brittany Dunlop.

Em junho, o júri condenou Hildabrand por homicídio em segundo grau e pelas duas acusações de adulteração de provas, mas o absolveu da acusação de homicídio em primeiro grau. O juiz Peter Ramgren fixou 55 anos pelo homicídio e duas penas consecutivas de dois anos pelos outros crimes.

O magistrado afirmou acreditar que Hildabrand matou a esposa intencionalmente e criticou sua aparente falta de remorso. O condenado deverá cumprir pelo menos dois terços da pena antes de poder solicitar liberdade condicional.

Fonte: O Globo

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