Zarrius Hildabrand, de 24 anos, ex-soldado do Exército dos Estados Unidos, foi condenado a 59 anos de prisão na sexta-feira (23) por matar a esposa, Saria Hildabrand, de 21 anos, e esconder o corpo em um sistema de drenagem subterrâneo em Anchorage, no Alasca.
Hildabrand foi condenado por homicídio em segundo grau e duas acusações de adulteração de provas. O crime ocorreu em 6 de agosto de 2023, poucas horas depois de o casal comemorar o aniversário dele, segundo a promotoria.
De acordo com a acusação, Saria havia descoberto mensagens que indicavam uma infidelidade. Hildabrand teria atirado na cabeça da mulher com uma pistola calibre 9 mm e transportado o corpo em uma lata de lixo com rodas até um bueiro próximo ao apartamento.
Investigadores afirmaram que o ex-soldado comprou produtos de limpeza, lençóis e uma capa de colchão para tentar eliminar vestígios. Depois, ele comunicou o desaparecimento da esposa e participou das buscas com familiares, colegas militares e voluntários.
A investigação encontrou sangue no colchão, no carpete, na estrutura da cama e em outras áreas do apartamento. Os restos mortais de Saria foram localizados sob um travesseiro, dentro de um sistema de drenagem.
Durante o julgamento, Hildabrand admitiu ter escondido o corpo, mas disse não se lembrar se havia matado a mulher. A defesa sugeriu que a morte poderia ter sido acidental ou autoinfligida, versão contestada pela promotora Brittany Dunlop.
Em junho, o júri condenou Hildabrand por homicídio em segundo grau e pelas duas acusações de adulteração de provas, mas o absolveu da acusação de homicídio em primeiro grau. O juiz Peter Ramgren fixou 55 anos pelo homicídio e duas penas consecutivas de dois anos pelos outros crimes.
O magistrado afirmou acreditar que Hildabrand matou a esposa intencionalmente e criticou sua aparente falta de remorso. O condenado deverá cumprir pelo menos dois terços da pena antes de poder solicitar liberdade condicional.
Fonte: O Globo