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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Vostok registra menor temperatura da Terra e serve de referência para base lunar

Estação russa Vostok registrou a menor temperatura medida na Terra e é usada em estudos sobre futuras bases lunares.

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A Estação Vostok, base de pesquisa russa no interior da Antártida, registrou -89,2 °C em 21 de julho de 1983, a menor temperatura medida na superfície da Terra. Instalada sobre o planalto de gelo, a cerca de 1.350 quilômetros da Estação Progress, a unidade é uma das instalações científicas mais isoladas do planeta.

Fundada em 16 de dezembro de 1957, Vostok fica a 3.488 metros acima do nível do mar e é a estação russa mais distante do oceano na Antártida. A temperatura média do ar chega a cerca de -35,9 °C no verão e -66,7 °C no inverno.

A estação enfrenta longos períodos de escuridão e luz contínuas. A noite polar ocorre aproximadamente entre 23 de abril e 21 de agosto, enquanto o dia polar vai de 21 de outubro a 21 de fevereiro.

Durante o inverno, o acesso pode ficar impedido por meses. Os pesquisadores permanecem praticamente isolados e dependem dos recursos disponíveis na própria base.

O abastecimento parte da Estação Progress em duas travessias anuais de comboios de tratores, que percorrem cerca de 1.350 quilômetros durante o verão antártico. Aviões, incluindo o modelo DC-3 BT-67 Basler Turbo, também podem ser usados para transportar trabalhadores sazonais e substituir integrantes da equipe.

Vostok está sobre o Lago Vostok, o maior lago subglacial da Antártida e um dos maiores reservatórios de água doce do mundo em volume. O lago permaneceu isolado da superfície por dezenas de milhões de anos e é estudado por suas características ambientais e pela contribuição para pesquisas sobre a história climática do planeta.

Em fevereiro de 2012, uma perfuração alcançou a superfície do lago a 3.769,3 metros de profundidade. O reservatório voltou a ser atingido em janeiro de 2014, mas o projeto de perfuração profunda foi posteriormente suspenso enquanto são buscados métodos ambientalmente seguros.

A estação também abriga pesquisas meteorológicas, sobre gelo, clima, geologia, magnetosfera, ionosfera e efeitos das condições extremas no organismo humano. O isolamento é usado em estudos sobre visão, funcionamento cardiovascular, estresse e execução de tarefas complexas.

Pesquisadores russos avaliam a experiência de Vostok como referência para uma futura base habitada na Lua. O confinamento, o pequeno número de integrantes, a autonomia necessária e a impossibilidade de receber ajuda rapidamente são considerados semelhantes a condições de missões espaciais de longa duração.

Os estudos também incluem análises sobre radiação e seus efeitos, embora as condições de Vostok não reproduzam o ambiente de radiação da Lua.

Fonte: O Globo

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