A cientista argentina Amina Helmi recebeu, em 2026, o Prêmio Kavli de Astrofísica por pesquisas sobre vestígios de antigas fusões galácticas na Via Láctea. O reconhecimento é considerado um dos mais prestigiados da área e é popularmente chamado de "Nobel da Astrofísica".
Helmi divide o prêmio com Vasily Belokurov, da Universidade de Cambridge, e Rodrigo Ibata, da Universidade de Estrasburgo, segundo informações divulgadas pela Universidade de Groningen.
Nascida em Bahía Blanca, na Argentina, Helmi estudou Astronomia na Universidade Nacional de La Plata. Em 1996, mudou-se para os Países Baixos para fazer doutorado na Universidade de Leiden, onde começou a investigar a formação e a evolução das galáxias.
Durante o doutorado, a cientista identificou grupos de estrelas que se moviam de forma diferente da maioria das estrelas do disco da Via Láctea. As estruturas, conhecidas como "correntes de Helmi", foram interpretadas como restos de uma galáxia menor absorvida pela Via Láctea há bilhões de anos.
Os estudos sobre os movimentos e a distribuição das estrelas também ajudam a investigar a matéria escura, cuja massa não é observada diretamente. "Uma forma de estudar a matéria escura é com base nos movimentos das estrelas", afirmou Helmi à BBC News Mundo.
Helmi passou a integrar o Instituto Astronômico Kapteyn, da Universidade de Groningen, onde se tornou professora em 2012. Na adolescência, seu interesse pela astronomia foi reforçado pela leitura de "Contato", romance de ficção científica do astrônomo Carl Sagan.
Fonte: O Globo