Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, a possível saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil com destino aos Estados Unidos, após relatos de que ele teria deixado o país.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o episódio como uma "fuga" e afirmou que o caso seria um dos mais vergonhosos da história da política brasileira. Em uma publicação nas redes sociais, ele disse que Flávio teria abandonado os eleitores que votaram nele.
O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) afirmou que Flávio buscava a Presidência para "salvar a própria pele". O petista também citou tratativas do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme "Dark Horse", que teria envolvido um repasse de R$ 61 milhões.
A Polícia Federal apura, junto às autoridades argentinas, se Flávio deixou o Brasil. O site argentino Infobae informou que o senador teria chegado a Puerto Iguazú para embarcar em um voo particular para Miami, mas a viagem teria sido cancelada.
Uma autoridade americana disse à CNN que Flávio deixou o Brasil e seguia para os Estados Unidos, informação atribuída a duas fontes. Já a Direção Nacional de Imigração e a Casa Rosada afirmaram não ter registrado a entrada dele na Argentina e disseram ter iniciado a fiscalização da aeronave e da tripulação.
A possível viagem ganhou repercussão depois de Flávio ser intimado pelo Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a entregar os passaportes à Polícia Federal em 24 horas. Segundo a apuração citada na fonte, o senador não passou desde então por um ponto regular de migração brasileiro e não publicou mensagens nas redes sociais desde a noite de segunda-feira.
Flávio é investigado em dois inquéritos no STF. Um deles apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas; o outro trata do financiamento do filme "Dark Horse".
Fonte: O Globo