Elon Musk ordenou na semana passada a redução da velocidade de uma versão militar do serviço de satélites Starlink na Ucrânia, segundo reportagem do The Wall Street Journal publicada na terça-feira (20), com base em autoridades americanas e fontes familiarizadas com o assunto.
A Ucrânia usa os sistemas da SpaceX para comunicações no campo de batalha e operações com drones. De acordo com a reportagem, a restrição prejudicou missões de ataque e de defesa aérea das Forças Armadas ucranianas.
Horas depois da publicação, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as decisões sobre o acesso da Ucrânia à Starlink cabiam à SpaceX e a Musk, e não à Casa Branca. Segundo Rubio, o serviço é regido por um contrato comercial privado que define como os equipamentos podem ser usados e as velocidades de operação.
O WSJ informou ainda que Musk e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram o assunto em uma ligação feita depois que a redução de velocidade se tornou pública. Os dois também teriam tratado do tema antes da decisão.
A versão diverge de uma reportagem anterior da Reuters, segundo a qual a decisão teria partido, em última instância, da Casa Branca. Essa interpretação foi defendida pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e negada pelo governo americano.
Trump disse na semana passada que não acreditava que ele ou Musk fossem responsáveis pela perda de acesso da Ucrânia à Starlink. Musk afirmou que limitações de velocidade ou de uso eram decididas pelas Forças Armadas americanas ou pelo presidente dos Estados Unidos.
Também há divergências sobre os serviços Starlink e Starshield. O Starshield é descrito como uma versão militar do Starlink desenvolvida para o Pentágono; Rubio afirmou que a Ucrânia jamais teve acesso ao sistema, enquanto Zelenski disse que os dois serviços sofreram interrupções no país.
Fonte: g1