A Microsoft oferece um novo plano de demissão voluntária a cerca de 60 mil funcionários nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A empresa informou a oferta à AFP nesta segunda-feira (26), seis meses após lançar uma proposta semelhante.
Segundo Amy Coleman, diretora de recursos humanos, o programa abrange apenas algumas divisões e busca adaptar o quadro de funcionários às necessidades da companhia. A oferta é destinada a profissionais até o nível de vice-presidente, com exceção de determinados funcionários das áreas de centros de dados, vendas e marketing.
Os empregados que aderirem receberão condições comparáveis às de uma indenização rescisória tradicional. A Microsoft espera um número de adesões menor que o registrado no programa lançado em abril.
A empresa tinha 223 mil funcionários no fim de junho. Em abril, havia oferecido demissão voluntária a cerca de 8.750 trabalhadores nos Estados Unidos; aproximadamente um terço dos elegíveis aceitou a proposta.
O primeiro programa era destinado a funcionários cuja soma da idade e do tempo de empresa alcançasse pelo menos 70 anos. A Microsoft informou em julho que os cargos deixados não seriam substituídos por inteligência artificial e registrou um custo de US$ 900 milhões com a iniciativa.
No início de julho, a companhia eliminou cerca de 4.800 postos de trabalho, equivalentes a 2,1% de seu quadro global, após mais de 15 mil demissões em 2025. O relatório anual apontou uma redução de 5 mil funcionários nos 12 meses encerrados em 30 de junho, a primeira queda desse tipo desde 2016.
Entre abril e junho, a Microsoft investiu US$ 41 bilhões, principalmente em centros de dados e chips usados em sistemas de inteligência artificial. A empresa prevê elevar os investimentos para mais de US$ 50 bilhões no trimestre de julho a setembro, cujos resultados serão divulgados na quarta-feira.
Fonte: g1