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domingo, 25 de outubro de 2026

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Vučić reconhece derrota para movimento estudantil na Sérvia

Aleksandar Vučić reconhece a derrota do partido governista para a Lista dos Estudantes nas eleições legislativas da Sérvia.

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O presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, reconheceu neste domingo (25) a derrota de seu partido, o Partido Progressista Sérvio (SNS), para a Lista dos Estudantes nas eleições legislativas do país. Projeção do instituto Ipsos/CeSID indica 52% dos votos para o movimento estudantil e 39,3% para o SNS.

Segundo a projeção, a lista apoiada pelos estudantes deve conquistar 138 das 250 cadeiras do Parlamento, garantindo maioria absoluta. O partido de Vučić ficaria com 104 assentos, embora o presidente tenha mencionado 105 cadeiras em seu discurso.

Com base nos dados disponíveis, Vučić afirmou a apoiadores reunidos em Belgrado que estava claro que o partido havia perdido a eleição. Os resultados oficiais ainda não tinham sido divulgados.

A votação registrou a maior participação popular no país em mais de três décadas. Às 18h, duas horas antes do fechamento das urnas, quase 65% dos 6,4 milhões de eleitores registrados haviam votado, acima do índice registrado nas eleições parlamentares de 1993.

A Lista dos Estudantes reúne candidatos apoiados pelo movimento que lidera protestos contra o governo há quase dois anos. As manifestações começaram após o desabamento da cobertura da estação ferroviária de Novi Sad, em 2024, tragédia que matou 16 pessoas e foi associada pelos manifestantes à corrupção e à negligência das autoridades.

O pleito ocorreu em meio a acusações de irregularidades e temores de fraude. Organizações de monitoramento relataram ocorrências e episódios de violência nas proximidades de seções eleitorais, enquanto os estudantes mobilizaram fiscais para acompanhar a votação.

O movimento tem como principais propostas o combate à corrupção, o afastamento de autoridades acusadas de violar regras durante a repressão aos protestos e a redução da influência política sobre empresas públicas e a emissora estatal. A ausência de uma liderança centralizada e a pouca experiência política de muitos candidatos levantam dúvidas sobre a capacidade da lista de formar um governo funcional.

Fonte: O Globo

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