O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que a eleição presidencial brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), "pareceu mais uma eleição fraudada". Apesar da declaração, Trump disse gostar do presidente brasileiro e afirmou que se dá bem com ele.
Trump declarou a jornalistas, antes de viajar de Washington para um comício de campanha, que não tomou partido na disputa, mas considerou o processo uma "péssima imagem para o mundo". Segundo ele, as eleições precisam ser indiscutíveis, e a prorrogação concedida na votação lhe pareceu "muito estranha".
A declaração contrasta com manifestações de líderes latino-americanos que reconheceram a vitória de Lula, entre eles José Antonio Kast, do Chile, Keiko Fujimori, do Peru, e Abelardo de la Espriella, da Colômbia. Também parabenizaram o petista os presidentes do Paraguai, Santiago Peña; da Bolívia, Rodrigo Paz; do Panamá, José Raúl Mulino; do Equador, Daniel Noboa; além de Claudia Sheinbaum, do México, e Yamandú Orsi, do Uruguai.
Fora da América Latina, Lula recebeu felicitações de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Emmanuel Macron, Pedro Sánchez, Mark Carney, Narendra Modi, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin. A China também enviou uma mensagem por meio do Ministério das Relações Exteriores.
Trump havia evitado declarar apoio durante a campanha, embora tenha sido um dos primeiros líderes a parabenizar Lula pela eleição de 2022. Flávio Bolsonaro havia defendido a proximidade com a Casa Branca e acordos com Washington, incluindo a exploração de minerais raros e a adesão ao Escudo das Américas.
Fonte: O Globo