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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Trump propõe chamar inteligência artificial de superinteligência

Trump propõe substituir o termo inteligência artificial por superinteligência e afirma que o nome atual faz a tecnologia parecer falsa.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu em setembro de 2026, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que a inteligência artificial passe a ser chamada de "superinteligência". Segundo ele, o termo atual faz a tecnologia parecer "falsa".

Trump afirmou que documentos dos Estados Unidos e, na expectativa dele, de outros países deveriam adotar o novo nome. Antes da proposta, ele publicou enquetes na rede social Truth Social com alternativas como "Inteligência Superior", "Inteligência Extrema" e "Inteligência Suprema".

A expressão "inteligência artificial" surgiu em 1955, nos Estados Unidos, em pesquisas sobre a criação de máquinas capazes de demonstrar raciocínio. John McCarthy, Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester estavam entre os pesquisadores envolvidos.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, McCarthy criou o termo para diferenciar esse campo da cibernética e reunir estudos que combinavam matemática, engenharia e estatística. As discussões ocorreram em torno de uma conferência no Dartmouth College, que buscava entender como fazer computadores executar tarefas associadas à inteligência humana.

As pesquisas sobre máquinas capazes de pensar, porém, começaram antes. Entre as décadas de 1940 e 1950, Alan Turing estudou a possibilidade de programar máquinas para responder perguntas de modo que fosse difícil distinguir suas respostas das produzidas por uma pessoa; em 1948, Norbert Wiener criou o termo "cibernética".

Para Anderson Soares, fundador e professor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, a proposta de Trump parece estar mais relacionada a interesses políticos do que ao desenvolvimento da tecnologia. Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, avaliou que a mudança teria caráter de marketing e pouco efeito prático.

O professor Allan Pscheidt afirmou que a escolha do termo pode representar uma demonstração de poder dos Estados Unidos na disputa pelo desenvolvimento da inteligência artificial geral, conhecida pela sigla AGI. Ele ressaltou que não há comprovação científica de que uma superinteligência já exista.

Os especialistas também alertaram que a expressão "superinteligência" pode aumentar a resistência do público à tecnologia. Segundo Zanchettin, parte da população ainda tenta compreender o funcionamento da inteligência artificial, e o novo termo pode ser interpretado como uma ameaça aos seres humanos.

Fonte: g1

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