Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

STF deve avançar em investigações sobre Flávio após eleição

Após a derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro, o STF deve avançar em dois inquéritos que investigam o senador e o advogado Willer Tomaz.

Compartilhe
WhatsApp

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve avançar, após a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de domingo, 25 de outubro de 2026, em dois inquéritos que têm o senador como alvo.

Uma das investigações, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento ligadas ao advogado Willer Tomaz. Na última sexta-feira, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores relacionados ao advogado, além da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial.

A Polícia Federal identificou uma conta vinculada à empresa Alcazar Holdings, ligada a Tomaz, na qual Flávio aparecia como usuário com acesso identificado como master. Os investigadores buscam esclarecer a natureza da relação e se houve movimentações financeiras feitas pelo senador.

A defesa de Tomaz contesta as medidas e afirma que o bloqueio é desproporcional. Os advogados também negam que Flávio tivesse poderes para movimentar recursos na conta. O senador nega irregularidades e diz que sua relação com o advogado é exclusivamente pessoal.

O outro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, investiga suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. A PF apura a participação de Flávio na negociação de recursos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Na semana passada, a Polícia Federal pediu a Mendonça a prorrogação da investigação por mais 90 dias para aprofundar diligências, incluindo análises financeiras e informações dependentes de cooperação internacional. Flávio nega irregularidades e afirma que os recursos negociados para o filme tinham natureza privada.

O senador continuará no mandato até fevereiro de 2027. Mesmo após deixar o Congresso, os inquéritos poderão permanecer no STF, conforme o entendimento firmado pela Corte em 2025 para casos relacionados a crimes supostamente cometidos durante o exercício do cargo e em razão das funções desempenhadas.

Fonte: O Globo

Leia também