Dezenas de milhares de pessoas participaram na quinta-feira, em Belgrado, do último ato de campanha da Lista dos Estudantes antes das eleições gerais de domingo na Sérvia. Fortalecido por dois anos de mobilizações, o movimento tenta conquistar espaço no Parlamento e desafiar o grupo político do presidente Aleksandar Vučić.
A coalizão reúne estudantes, trabalhadores, professores, profissionais liberais e representantes de diferentes setores da sociedade. O movimento também recebeu o apoio de forças oposicionistas que desistiram de candidaturas próprias, segundo o conteúdo original.
Os protestos começaram após o desabamento de uma estação ferroviária em Novi Sad, há dois anos, que matou 16 pessoas. O acidente foi associado a uma reforma controversa no terminal, realizada por um aliado político de Vučić; as investigações não foram concluídas e ninguém foi punido, de acordo com a matéria.
Em março de 2025, centenas de milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades sérvias. O conteúdo original afirma que as forças de segurança usaram armas sônicas durante a repressão, enquanto os protestos continuaram nos meses seguintes.
A Lista dos Estudantes apresenta 11 propostas, incluindo um Judiciário sem influência política, transparência no setor público e liberdade de imprensa. O programa também prevê medidas relacionadas a emprego, educação e assistência médica.
Vučić domina a política sérvia há 12 anos, alternando-se entre os cargos de primeiro-ministro e presidente. Em setembro, convocou novas eleições gerais e anunciou que deixaria a Presidência, enquanto era apontado como candidato do partido Sérvia Unida, o SNS, ao cargo de primeiro-ministro.
O movimento estudantil tenta ampliar a participação dos eleitores. Na eleição parlamentar de 2023, a taxa de comparecimento foi de 58,77%, enquanto a votação na Hungria citada como referência pelos ativistas registrou participação de 80%.
Fonte: O Globo