O cantor, compositor e acordeonista Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. O falecimento foi anunciado nas redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo do músico, e pelo radialista Orlando Camboim; a causa da morte não foi informada.
Nascido em Duque de Caxias (RJ), Oswaldo de Almeida e Silva construiu uma carreira de cerca de seis décadas e se tornou referência técnica no toque da sanfona. Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, ele cresceu em contato com nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.
Oswaldinho começou cedo na música. Aos 9 anos, participou de um disco do pai, que ajudou a difundir o forró em São Paulo, cidade onde a família se estabeleceu após deixar o Rio de Janeiro. Aos 12, lançou o primeiro single.
Na década de 1970, lançou álbuns como “Fantástico Oswaldo Silva” (1973), “Só quero um xodó” (1974) e “Oswaldinho” (1975). Em 1981, o disco “Forró in concert” abriu espaço para apresentações do artista em festivais europeus.
O músico ficou conhecido por ampliar as possibilidades do forró ao combinar ritmos nordestinos com rock, jazz, blues e música erudita. Entre os trabalhos que expressaram essa abordagem estão “Asa branca blues” (2002) e “Forró chorado” (2011).
Em 2004, Oswaldinho formou com Dominguinhos e Sivuca um trio para a gravação do álbum “Cada um belisca um pouco”, lançado pela Biscoito Fino. Após a notícia da morte, o cantor Chico César e o guitarrista Nelson Faria lamentaram a perda nas redes sociais.
Fonte: G1