O cantor, compositor e acordeonista Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o músico construiu uma carreira de cerca de seis décadas e se tornou uma das principais referências da sanfona no Brasil.
A morte foi anunciada nas redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo do artista, e pelo radialista Orlando Camboim. A causa não havia sido informada até a publicação da notícia.
Oswaldinho de Almeida e Silva era filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, conhecido por difundir o forró em São Paulo. Ainda criança, aprendeu a tocar o instrumento de forma autodidata e conviveu com nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, frequentadores da casa do pai.
O músico estreou no mercado fonográfico aos 9 anos, em 1963, como convidado de um disco de Pedro Sertanejo. Aos 12, lançou o primeiro single. Na década de 1970, gravou álbuns como Fantástico Oswaldo Silva, Só quero um xodó e Oswaldinho.
Ao longo da carreira, Oswaldinho ampliou as possibilidades do forró ao combinar ritmos nordestinos com rock, jazz, blues e música erudita. Entre seus trabalhos estão Forró in concert, de 1981, Asa branca blues, de 2002, e Forró chorado, de 2011.
Em 2004, ele se reuniu a Dominguinhos e Sivuca para gravar o álbum Cada um belisca um pouco, lançado pela Biscoito Fino. Após a notícia da morte, o cantor Chico César e o guitarrista Nelson Faria lamentaram a perda e destacaram a importância do sanfoneiro para a música brasileira.
Fonte: g1