Reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá indicar até quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal nos próximos anos e deve buscar um acordo com o Senado para aprovar um nome ainda em 2026.
O cálculo inclui a cadeira aberta após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, e as aposentadorias compulsórias previstas de Luiz Fux, em 2028, Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030.
Pela regra atual, os ministros do STF devem deixar o cargo aos 75 anos. Depois desse grupo de saídas, a próxima aposentadoria compulsória prevista é a de Edson Fachin, em 2033.
Durante a campanha, Lula defendeu mudanças no processo de escolha dos ministros. Em 27 de setembro, afirmou que a indicação não deveria ficar restrita ao presidente e mencionou a criação de um conselho com participação da sociedade civil.
Em 30 de setembro, o presidente também defendeu uma reforma do Judiciário e a adoção de mandatos para ministros do STF. Segundo ele, a medida ajudaria a recuperar a credibilidade da Corte.
A cadeira de Barroso continua vaga depois que o Senado rejeitou, no final de abril, a indicação do então Advogado-Geral da União, Jorge Messias. No terceiro mandato, Lula também indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino para o Supremo.
Fonte: O Globo