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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lula busca novo acordo com Centrão para governar

Após a reeleição, Lula busca novo acordo com o Centrão para formar base de apoio e aprovar propostas no Congresso.

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Após ser reeleito no domingo para o quarto mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá renegociar a relação com o Congresso para formar uma base de governabilidade, segundo aliados. O Centrão deve manter influência no Legislativo em um cenário de avanço da direita e da centro-direita.

Os aliados de Lula defendem que os partidos do Centrão assumam compromisso maior com as pautas do governo. Atualmente, siglas como União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB ocupam espaços na Esplanada, mas não mantêm necessariamente uma orientação única nas votações do Congresso.

O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que será necessário definir quais partidos integram efetivamente o governo. “Se os partidos do Centrão vão para o governo, precisam ser leais e fiéis”, disse.

No primeiro discurso após a reeleição, Lula reconheceu que terá dificuldades para governar com uma base de esquerda minoritária no Parlamento. “O Congresso está mais conservador. Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu”, afirmou.

Segundo aliados, o presidente também pretende manter mobilizada a base social que participou do segundo turno e ampliar a participação da sociedade na gestão. A avaliação é que essa mobilização contribuiu para a vitória petista.

A expectativa no entorno de Lula é que Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, influenciem a escolha de aliados para a Esplanada. Os dois apoiaram Lula, ajudaram a destravar propostas do governo e buscam permanecer no comando das respectivas Casas a partir de fevereiro.

Na Câmara, o PL continuará como a maior bancada individual, com 121 deputados, 24 a mais que na atual legislatura. O PT passará de 68 para 70 cadeiras, enquanto a federação União Brasil-PP cairá de 105 para 87; PSD e Republicanos manterão bancadas próximas de 40 deputados, e o MDB passará de 41 para 36.

Aliados de Lula avaliam que a recondução de Motta e Alcolumbre será o primeiro passo para construir a governabilidade. As eleições para as presidências da Câmara e do Senado ocorrerão em fevereiro, por votação secreta.

Motta já reuniu sinais de apoio de PP, União Brasil, Republicanos, PSD, MDB, PSDB, Cidadania, Podemos, Solidariedade, PRD, Avante, PDT e PSB. Parlamentares do PT também devem defender sua permanência, enquanto o presidente da Câmara tenta manter unido o grupo de partidos do centro e isolar uma eventual candidatura do PL.

A disputa no Senado é considerada mais difícil para Alcolumbre. O PL terá 28 senadores, e parlamentares eleitos de direita, como Guilherme Derrite, André do Prado, Marcel Van Hattem, Deltan Dallagnol e Evair de Melo, descartam acordo para apoiá-lo.

Do lado do bolsonarismo, Rogério Marinho (PL-RN) é apontado como o nome mais forte para disputar a presidência do Senado, enquanto Tereza Cristina (PP-MS) também se apresenta como pré-candidata. Dirigentes do União Brasil, porém, avaliam que Alcolumbre ainda tem força para buscar a reeleição.

Fonte: O Globo

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