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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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EUA suspendem Microsoft e outras big techs de programa do green card

EUA suspendem Microsoft e outras empresas de tecnologia do programa PERM, usado por trabalhadores estrangeiros na obtenção do green card.

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O governo dos Estados Unidos suspendeu nesta quinta-feira (8) a participação da Microsoft e de outras grandes empresas de tecnologia e consultoria no programa PERM, uma etapa para trabalhadores estrangeiros obterem o green card por emprego.

Além da Microsoft, a medida atinge Adobe, Cognizant, Infosys, Tata Consultancy Services (TCS), Wipro, HCL e Capgemini. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.

Segundo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, a iniciativa busca pressionar as companhias a priorizar a contratação de trabalhadores norte-americanos. "Nossa mensagem para a Microsoft é: vocês são uma grande empresa norte-americana, mas precisam contratar grandes trabalhadores norte-americanos", afirmou.

O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, disse que o governo não aceitará novos pedidos de certificação permanente de trabalho nem continuará a analisar solicitações pendentes relacionadas às empresas atingidas.

O PERM é uma certificação do Departamento do Trabalho dos EUA. Para obtê-la, a empresa precisa demonstrar que não encontrou um trabalhador norte-americano qualificado, disponível e disposto a ocupar a vaga. Na maioria dos casos, essa etapa precede o pedido de green card baseado em emprego.

O governo americano afirma suspeitar de irregularidades e possíveis fraudes no uso de programas migratórios por algumas empresas, mas não apresentou publicamente provas detalhadas das acusações. A Microsoft não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.

A medida integra uma ofensiva mais ampla do governo Donald Trump contra programas de entrada e permanência de estrangeiros qualificados. Mais cedo, Vance acusou a Microsoft de usar de forma abusiva o visto H-1B, destinado à contratação temporária de profissionais estrangeiros altamente qualificados.

Empresas de tecnologia afirmam há anos que o H-1B ajuda a suprir a falta de profissionais especializados em áreas como engenharia, computação e inteligência artificial. Segundo a Reuters, nove universidades americanas também serão investigadas por suspeitas de uso inadequado de programas voltados a estudantes e pesquisadores estrangeiros, entre elas Harvard, Yale e Stanford.

Fonte: g1

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