O dólar comercial e a Bolsa brasileira registraram fortes oscilações nesta segunda-feira (26), após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro. A moeda abriu em alta de 8,65%, a R$ 5,42, e chegou a R$ 5,60, enquanto o Ibovespa caiu mais de 10% e teve as negociações interrompidas.
As variações acionaram o circuit breaker, mecanismo que paralisa temporariamente os negócios em momentos de instabilidade acentuada. No câmbio, a B3 ampliou o limite do mecanismo para 12% após a primeira interrupção.
O Tesouro Nacional cancelou os leilões de NTN-B e de títulos prefixados previstos para terça e quinta-feira. A oferta de LFTs, títulos indexados à Selic prevista para terça-feira, foi mantida.
No exterior, um ETF que acompanha ações brasileiras negociadas em Nova York recuou 27% no pré-mercado. No Japão, um fundo de ações brasileiras caiu 15%, a maior perda diária desde 2008, segundo o conteúdo original.
As ações da XP e do Itaú Unibanco caíram pelo menos 26% no início das negociações nos Estados Unidos, enquanto os papéis do Banco Santander e da Telefónica recuaram mais de 5%.
Analistas ouvidos no conteúdo avaliam que o mercado deverá acompanhar as decisões econômicas do novo governo, especialmente as medidas fiscais e as escolhas para o ministério. O relatório do Goldman Sachs citado aponta que a reação dos ativos também dependerá da estratégia de consolidação fiscal para os próximos quatro anos.
Fonte: O Globo