Dávio Correia Figueiredo, conhecido como Dadá Figueiredo, morreu neste sábado, 25 de outubro, aos 61 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Nascido no Rio de Janeiro, o surfista e shaper ficou conhecido por incorporar manobras do skate ao surfe.
Dadá se destacou nas décadas de 1980 e 1990 com um estilo baseado em movimentos verticais, rasgadas e manobras aéreas. Ele conquistou o título carioca de 1989 e foi eleito o melhor freesurfer do Brasil em 1993 por leitores de uma revista especializada.
O atleta também marcou a cena alternativa do esporte ao aproximar o surfe do punk rock e do hardcore. Foi baixista da banda Os Normais e criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social.
Na infância, entre 1970 e 1973, Dadá teve contato com o esporte por influência do pai, diretor do Camping Clube do Brasil. Morador da Tijuca, usava o skate para se deslocar e levou essa dinâmica das ruas para as ondas, além de reformar pranchas para adaptá-las às manobras que executava.
Ao longo da vida, enfrentou problemas relacionados ao uso de drogas e episódios de violência, segundo o conteúdo original. Mais tarde, tornou-se pastor evangélico, passou a ensinar surfe e criou uma escola na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Pai de três filhos, Dadá também trabalhou na fabricação de pranchas. Sua trajetória foi retratada no documentário "Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo".
Fonte: O Globo