O surfista e shaper Dávio Correia Figueiredo, conhecido como Dadá Figueiredo, morreu aos 61 anos neste sábado (25), em decorrência de complicações de uma pneumonia. Nascido no Rio de Janeiro, ele marcou o surfe brasileiro com manobras inspiradas no skate.
Dadá ganhou destaque nas décadas de 1980 e 1990 por combinar movimentos explosivos, batidas verticais e rasgadas. Entre os resultados da carreira, estão o título carioca de 1989 e a eleição como melhor freesurfer do Brasil em 1993 pelos leitores de uma revista especializada.
Além das ondas, o surfista esteve ligado à música e à cultura alternativa. Ele foi baixista da banda punk Os Normais e criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social.
Dadá também atuou na fabricação de pranchas e no ensino do esporte, com uma escola na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A trajetória dele foi retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo.
Após enfrentar problemas pessoais, incluindo dependência de drogas e episódios de violência, Dadá tornou-se pastor evangélico. Ele deixa três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo.
O legado de Dadá inclui a influência sobre a evolução técnica e cultural do surfe no Brasil. Sua história também é lembrada pela Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro (Feserj).
Fonte: O Globo