O surfista e shaper Dávio Correia Figueiredo, conhecido como Dadá Figueiredo, morreu neste sábado, 25 de outubro de 2026, aos 61 anos, no Rio de Janeiro. Segundo as informações divulgadas, a causa foi uma pneumonia.
Um dos principais nomes do surfe brasileiro nos anos 1980 e 1990, Dadá incorporou ao esporte manobras inspiradas no skate, como batidas verticais, rasgadas, laybacks e aéreos. Ele conquistou o Campeonato Carioca de 1989 e foi eleito o melhor freesurfer do Brasil em 1993 pelos leitores de uma revista especializada.
Nascido no Rio de Janeiro, Dadá teve os primeiros contatos com o surfe na infância, entre 1970 e 1973, por influência do pai. Como morava na Tijuca, usava o skate para se locomover e levou a dinâmica das manobras urbanas para as ondas, além de reformar pranchas para adaptá-las ao seu estilo.
O surfista também ficou conhecido pela ligação com o punk rock e o hardcore. Foi baixista da banda Os Normais e criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social, além de atuar na fabricação de pranchas.
Após enfrentar problemas pessoais relacionados ao uso de drogas e episódios de violência, Dadá se tornou pastor evangélico e passou a ensinar surfe em uma escola na Barra da Tijuca. Pai de três filhos, ele teve sua trajetória retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo.
Fonte: O Globo