A Justiça Eleitoral realizou neste domingo (25) testes de autenticidade em dez urnas eletrônicas distribuídas por municípios de São Paulo, antes do início da votação do segundo turno das eleições de 2026. Segundo o TRE-SP, todas as verificações foram concluídas sem irregularidades.
O procedimento verifica se os equipamentos utilizam os sistemas oficiais preparados, assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fiscais conferem a identificação das urnas, os lacres e as assinaturas digitais dos arquivos instalados, por meio de resumos digitais conhecidos como hashes.
Uma das auditorias ocorreu na seção 206 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Oscar Pennacino, em Osasco, na Grande São Paulo. A atividade contou com autoridades eleitorais, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e integrantes da mesa receptora de votos.
A conferência foi feita antes da emissão da zerésima, relatório que comprova a ausência de votos registrados na urna no início da votação. As urnas foram escolhidas no sábado (24), em cerimônia pública realizada no TRE-SP, com a participação de entidades fiscalizadoras, órgãos públicos, partidos e organizações da sociedade civil.
Os testes também ocorreram em Ribeirão Pires, Mogi Mirim, Alfredo Marcondes, Valinhos, Santa Cruz do Rio Pardo, Santo André, Taiaçu e Pederneiras. Em Osasco, foram verificadas duas urnas, nas seções 206 e 97.
Além dos testes de autenticidade, a Justiça Eleitoral realizou auditorias de integridade em outras 33 urnas no Centro Cultural São Paulo e na Universidade Paulista (Unip), no Paraíso. Nesse procedimento, votos registrados previamente em cédulas de papel são digitados nas urnas eletrônicas e os resultados são comparados ao final.
O teste de integridade ocorre durante o mesmo período da votação oficial, com acompanhamento por câmeras, e busca verificar se os equipamentos registram corretamente os votos digitados.
Fonte: g1