Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

TECNOLOGIA

Japão cria equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial

Japão criará equipe para simular ataques cibernéticos com IA após falhas no PHP afetarem sites e serviços em vários países.

Compartilhe
WhatsApp

O Japão anunciou nesta sexta-feira (23) a criação de uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial e identificar falhas em sistemas tecnológicos, após vulnerabilidades no PHP provocarem a suspensão preventiva de sites e serviços em vários países.

A crise levou empresas e órgãos públicos japoneses a interromper temporariamente serviços on-line. Entre os afetados estão a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA, a operadora ferroviária JR East, o Ministério das Finanças e a Agência Meteorológica do Japão.

A SoftBank também suspendeu seu sistema de alertas de emergência para celulares durante a manutenção de seus sistemas. Com a interrupção, clientes deixaram de receber alertas antecipados de terremotos, tsunamis, desastres e evacuações, embora a empresa tenha informado que alertas sísmicos continuariam disponíveis por outros serviços.

Os desenvolvedores do PHP divulgaram correções de segurança na quarta-feira (21) para falhas identificadas com auxílio de inteligência artificial e recomendaram a atualização imediata do software. A linguagem é usada no desenvolvimento de sites e aplicações na internet.

O ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, afirmou que os responsáveis pela defesa cibernética precisam adotar a perspectiva dos invasores e agir de forma preventiva. Segundo a Reuters, o governo pretende usar a nova equipe para testar sistemas antes que vulnerabilidades sejam exploradas.

Especialistas em segurança digital afirmam que ferramentas de inteligência artificial podem acelerar a identificação de falhas e a criação de golpes, como campanhas de phishing. A empresa de segurança Trend Micro avaliou que organizações japonesas podem ser alvo de ataques por manterem grandes volumes de registros e por causa da exposição de sua infraestrutura tecnológica.

Fonte: g1

Leia também