Uma decisão do Tribunal Supremo da Espanha impediu cerca de 163 mil descendentes que obtiveram a nacionalidade pela Lei da Memória Democrática de votar nas eleições gerais de 29 de novembro, convocadas antecipadamente pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.
Entre os afetados está o advogado argentino Juan Manuel Martínez Chas, de 57 anos, que vive em Buenos Aires e recebeu a nacionalidade espanhola pela chamada "lei dos netos". Ele afirmou sentir que vive um "novo exílio".
Na Itália, o governo de Giorgia Meloni limitou, no ano passado, a cidadania por direito de sangue a filhos e netos de italianos. Neste mês, também aprovou uma reforma eleitoral que retira da América do Sul a representação própria no Parlamento, afetando descendentes em países como Brasil e Argentina.
Fonte: O Globo