O Tribunal Supremo da Espanha suspendeu o direito de voto de cerca de 163 mil descendentes que obtiveram a nacionalidade pela Lei da Memória Democrática e vivem fora do país, às vésperas das eleições gerais de 29 de novembro.
Entre os afetados está o advogado argentino Juan Manuel Martínez Chas, de 57 anos, morador de Buenos Aires e cidadão espanhol pela chamada "lei dos netos". Ele afirmou que vive "um novo exílio" após ser impedido de votar.
O pleito foi antecipado pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. A decisão reacende o debate sobre a relação entre cidadania e direitos políticos para descendentes de espanhóis que vivem no exterior.
Na Itália, o governo de Giorgia Meloni limitou, em 2025, a cidadania por direito de sangue a filhos e netos de italianos. Em outubro de 2026, também aprovou uma reforma eleitoral que retira da América do Sul a representação própria no Parlamento, afetando descendentes no Brasil e na Argentina.
Fonte: O Globo