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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Sócios do Vasco aprovam venda de 90% da SAF para a Almirante

Sócios do Vasco aprovam a venda de 90% da SAF para a Almirante, em operação que ainda depende de análises regulatórias.

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Os sócios do Vasco aprovaram nesta sexta-feira (23), em Assembleia Geral Extraordinária realizada no Rio de Janeiro, a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., controlada por Marcos Lamacchia.

A proposta recebeu 4.675 votos favoráveis, 437 contrários e 48 abstenções. Antes da análise da venda, os associados aprovaram a mudança no estatuto que reduz de 20% para 10% a participação mínima do clube associativo na SAF.

Com a aprovação, a negociação avança para as análises dos órgãos responsáveis e para os procedimentos jurídicos e burocráticos relacionados à transferência dos ativos da antiga para a nova SAF.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) mantém em sigilo um procedimento administrativo sobre a operação. Segundo as informações divulgadas, o órgão apura uma possível mudança de controle sem análise prévia e alegações de interferência do grupo de Lamacchia na SAF antes da autorização, em razão de empréstimos ao clube.

A operação foi estruturada por meio da alienação judicial da chamada UPI Equity, prevista no plano de recuperação judicial do Vasco. A Almirante venceu o processo competitivo em setembro, após apresentar uma proposta vinculante de aquisição.

O negócio envolve cerca de R$ 4 bilhões, considerando o valor da aquisição, os aportes previstos e outras obrigações assumidas pela compradora. A proposta inclui investimento mínimo de R$ 500 milhões no futebol em cinco anos, R$ 120 milhões no centro de treinamento profissional e R$ 30 milhões na infraestrutura das categorias de base.

A Almirante também assumirá compromissos relacionados ao pagamento das dívidas e à manutenção do equilíbrio de caixa da nova SAF nos cinco primeiros anos. Entre as garantias previstas está uma fiança bancária ou seguro-garantia de R$ 324 milhões, além da garantia pessoal de Marcos Lamacchia e de uma conta-reserva para determinadas obrigações.

Fonte: O Globo

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