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sábado, 24 de outubro de 2026

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Sócios do Vasco aprovam venda de 90% da SAF a grupo de Lamacchia

Sócios do Vasco aprovam a venda de 90% da SAF à empresa controlada por Marcos Lamacchia, em votação realizada nesta sexta-feira no Rio.

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Os sócios do Vasco aprovaram nesta sexta-feira (23), em Assembleia Geral Extraordinária realizada no Rio de Janeiro, a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) à Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa controlada por Marcos Lamacchia.

A proposta recebeu 4.675 votos favoráveis, 437 contrários e 48 abstenções. O presidente do clube, Pedrinho, classificou a aprovação como um "dia histórico" e afirmou que a operação representa uma "correção do problema" e uma mudança de etapa para o Vasco.

A votação ocorreu em duas partes. Primeiro, os associados aprovaram a redução de 20% para 10% da participação mínima do clube associativo na SAF; depois, votaram a proposta apresentada pelo grupo de Lamacchia.

O Conselho Deliberativo já havia aprovado a alteração estatutária e a venda em 6 de outubro. Com a decisão dos sócios, o negócio seguirá para a análise dos órgãos responsáveis antes da conclusão dos procedimentos jurídicos e burocráticos.

A negociação envolve a alienação judicial da chamada UPI Equity, mecanismo previsto no plano de recuperação judicial do Vasco. O acordo prevê aporte mínimo de R$ 500 milhões no futebol em cinco anos, R$ 120 milhões para o centro de treinamento profissional e R$ 30 milhões para a infraestrutura das categorias de base.

A compradora também assumirá compromissos relacionados ao pagamento de dívidas, ao equilíbrio do caixa da SAF nos primeiros cinco anos e a garantias financeiras de R$ 324 milhões. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) mantém um procedimento administrativo sob sigilo para apurar aspectos da operação.

Segundo o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano, o clube e a empresa estão fornecendo as informações solicitadas pelos órgãos fiscalizadores. O contrato da negociação não foi disponibilizado aos sócios devido a cláusulas de confidencialidade e a informações comerciais consideradas estratégicas.

Fonte: O Globo

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