Ir para o conteúdo

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ESPORTES

Sócios do Vasco aprovam venda de 90% da SAF à Almirante

Sócios do Vasco aprovam a venda de 90% da SAF à Almirante, mas operação ainda depende da análise de órgãos reguladores.

Compartilhe
WhatsApp

Os sócios do Vasco aprovaram nesta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro, a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa controlada por Marcos Lamacchia.

A votação ocorreu em duas etapas. A primeira autorizou a redução de 20% para 10% da participação mínima do clube associativo na SAF; a segunda aprovou a proposta apresentada pelo grupo de Lamacchia.

A decisão conclui os ritos internos do Vasco para a transferência do controle do futebol. Em 6 de outubro, o Conselho Deliberativo já havia aprovado a mudança estatutária e a venda.

A operação ainda depende da análise de órgãos responsáveis. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um procedimento administrativo, em sigilo, para apurar a negociação e uma possível alteração de controle sem análise prévia.

Também está sob avaliação uma possível situação de conflito de interesses envolvendo Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A Almirante tem Mário Junqueira Franco Junior como presidente.

A operação foi estruturada por meio da alienação judicial da chamada UPI Equity, mecanismo previsto no plano de recuperação judicial do Vasco. A Almirante venceu o processo competitivo em setembro, após apresentar uma proposta vinculante.

O negócio é estimado em cerca de R$ 4 bilhões, considerando o valor da aquisição, os aportes previstos e outras obrigações assumidas pela compradora. A proposta inclui R$ 500 milhões para o futebol, R$ 120 milhões para centros de treinamento, R$ 30 milhões para as categorias de base e garantias financeiras de R$ 324 milhões.

A proposta também prevê o pagamento de dívidas acordadas e de outras contraídas durante o acordo, além do compromisso de manter o caixa equilibrado por cinco anos. Com a aprovação, faltam os procedimentos jurídicos e burocráticos para a formalização da transferência e dos ativos entre as SAFs.

Fonte: O Globo

Leia também