Milhares de pessoas participaram de protestos contra o custo de vida, os gastos militares e políticas do governo em cidades da Itália neste sábado (24). As manifestações deixaram nove pessoas presas e 371 detidas, segundo as informações divulgadas sobre os atos.
Os protestos ocorreram sob forte esquema de segurança, após confrontos com a polícia, saques e depredações registrados nos dias 17 e 18 de outubro. Roma, Turim e Bolonha tiveram novos episódios de violência, enquanto as manifestações em Milão foram, em sua maioria, pacíficas, de acordo com a Reuters.
Em Milão, o governo mobilizou 500 soldados adicionais para reforçar a segurança. Policiais e militares patrulharam áreas centrais, e as autoridades usaram drones, fiscalização em estações ferroviárias e unidades de resposta rápida.
As reivindicações incluíram a alta dos preços, os baixos salários e as dificuldades de acesso à moradia, à educação e à saúde. Os manifestantes também criticaram o aumento dos gastos com defesa e, em Roma, protestaram contra o envolvimento da Itália em conflitos armados.
Em Turim, estudantes e grupos ativistas se manifestaram contra o rearmamento, a alta dos combustíveis e as dificuldades econômicas. Apesar dos confrontos pontuais, testemunhas ouvidas pela Reuters não relataram saques ou depredações durante os atos deste sábado.
Após os distúrbios da semana anterior, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni anunciou medidas mais rigorosas, incluindo o aumento de penas para participantes de atos violentos e a criação de um crime relacionado à participação violenta em manifestações. A polícia também informou ter detido uma pessoa suspeita de ligação com a organização do chamado Movimento 17 de Outubro.
Fonte: O Globo