O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou à BBC neste sábado que conta com amplo apoio das associações-membro para tentar a reeleição em março, apesar das críticas ao projeto abandonado de abrir atividades comerciais da entidade a investidores privados.
A declaração ocorreu um dia depois de a Confederação Asiática de Futebol (AFC) mudar sua posição e manifestar apoio ao dirigente ítalo-suíço. O respaldo asiático pode fortalecer a campanha de Infantino, que busca um quarto mandato.
Há cerca de dois meses, o futuro do presidente da Fifa era considerado incerto após a proposta de criar uma empresa para administrar as atividades comerciais da entidade e vender participações minoritárias a investidores privados.
UEFA, AFC e Concacaf haviam assinado uma carta afirmando que o futebol não pertence a nenhum indivíduo. Na semana passada, Infantino pediu desculpas pelo projeto, que acabou abandonado.
À BBC, o dirigente afirmou que organizações democráticas devem respeitar opiniões diferentes e a posição da maioria. Ele também disse ter recebido apoio na Ásia e na África e estar em contato com associações de todo o mundo.
Até agora, nenhum outro candidato se apresentou publicamente para enfrentar Infantino. O prazo para o registro das candidaturas termina em 18 de novembro.
Fonte: O Globo