O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu na quinta-feira (22) um anúncio do republicano Vivek Ramaswamy, candidato ao governo de Ohio, que usa o depoimento da mãe da adversária democrata Amy Acton para atacar sua credibilidade. A peça explora o rompimento entre mãe e filha após acusações de abuso sexual contra o padrasto de Acton, feitas quando ela era adolescente.
O vídeo mostra a mãe de Acton chamando a filha de "mentirosa" e pedindo que os eleitores não votem nela. A propaganda não menciona diretamente o suposto abuso, mas apresenta o depoimento como argumento contra a versão da democrata sobre a própria infância.
Trump classificou o anúncio como uma "mina de ouro" em uma publicação nas redes sociais e pressionou Ramaswamy a mantê-lo no ar. Durante um comício em Iowa, também criticou republicanos que condenaram a peça e afirmou que a mãe de Acton deveria ser ouvida, embora tenha dito não conhecer os detalhes do conflito familiar.
A defesa do presidente provocou divergências dentro do Partido Republicano. O governador de Ohio, Mike DeWine, chamou o anúncio de "profundamente preocupante", enquanto a ex-governadora da Carolina do Sul Nikki Haley, o ex-governador de Ohio John Kasich, o ex-senador Rob Portman, o secretário de Estado de Ohio, Frank LaRose, e a diretora do Departamento de Desenvolvimento do estado, Lydia Mihalik, também criticaram a propaganda.
A senadora republicana Ashley Hinson, que fazia campanha com Trump em Iowa, havia pedido a retirada do vídeo e o classificou como "absolutamente terrível". O vice-presidente JD Vance também saiu em defesa de Ramaswamy e criticou republicanos que se posicionaram contra o candidato.
A campanha de Ramaswamy afirmou que não pretende retirar o anúncio. A porta-voz Connie Luck acusou Acton de ter atacado anteriormente a mãe do candidato republicano e disse que a democrata teria mentido e difamado a mulher.
Acton, ex-diretora do Departamento de Saúde de Ohio, disputa uma eleição considerada competitiva contra Ramaswamy, de 41 anos. Segundo análise da CNN citada na reportagem, o republicano aparece cerca de cinco pontos percentuais atrás da democrata na média de pesquisas recentes.
Fonte: O Globo