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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Prefeitura de São Paulo aplica R$ 2,4 milhões em multas ao consórcio do Smart Sampa

Prefeitura de São Paulo aplicou R$ 2,4 milhões em multas ao consórcio do Smart Sampa por câmeras fora do ar e falhas contratuais.

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A Prefeitura de São Paulo aplicou R$ 2,4 milhões em multas ao Consórcio Smart City SP, responsável pelo programa Smart Sampa, por falhas na operação das câmeras de monitoramento entre julho de 2025 e agosto de 2026.

Levantamento do g1 identificou 13 processos administrativos. As penalidades, mantidas pela administração municipal após a apresentação de defesas, variam de R$ 14,5 mil a R$ 500,7 mil e também incluem atrasos na instalação de postes e pendências na entrega de ferramentas previstas no contrato.

A maior multa foi aplicada por falhas registradas em agosto de 2025. Naquele mês, as câmeras acumularam 221,4 milhões de minutos fora do ar, o equivalente a 25,6% do tempo de funcionamento previsto para os 20 mil equipamentos contratados.

O contrato estabelece que as imagens devem ficar disponíveis por pelo menos 99% do tempo. Para agosto de 2025, a prefeitura calculou R$ 2,5 milhões em serviços não prestados e aplicou uma penalidade equivalente a 20% desse valor.

Também foram aplicadas multas de R$ 454,9 mil em setembro de 2025 e de R$ 428,7 mil em julho do mesmo ano. Em agosto de 2026, a indisponibilidade somou 3,1 milhões de minutos, resultando em uma penalidade de R$ 14,5 mil; abril foi o único mês sem multa identificada no levantamento.

Nas defesas, o consórcio atribuiu os problemas a furtos, roubos e vandalismo contra as câmeras, além de interrupções no fornecimento de energia e falhas de conexão. A empresa informou ter registrado 3.131 ocorrências de furtos e vandalismo entre janeiro de 2024 e novembro de 2025 e afirmou que instalou 1.907 câmeras para recompor pontos danificados.

O consórcio também pediu, em março de 2026, a revisão das condições financeiras do contrato e a suspensão das multas até a conclusão da análise. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana rejeitou os argumentos e afirmou que o contrato atribui à empresa a responsabilidade pela manutenção e reposição dos equipamentos, inclusive em casos de furto, vandalismo e falhas de energia ou internet.

O serviço custa cerca de R$ 10 milhões por mês e foi lançado oficialmente em julho de 2024. Além das 20 mil câmeras previstas no contrato, a plataforma integra equipamentos particulares e reúne aproximadamente 58 mil câmeras.

O programa também passou a ser apurado após a exposição de dados sigilosos na internet por cerca de 11 meses, segundo reportagem do UOL. A prefeitura confirmou a divulgação, atribuiu o episódio a um guarda civil metropolitano, informou o afastamento do servidor e disse que reforçou a segurança da plataforma.

Fonte: g1

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