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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Meta remove vídeo de MC Cabelinho sobre Flávio Bolsonaro por regra eleitoral de IA

Meta remove vídeo de MC Cabelinho sobre Flávio Bolsonaro e atribui medida às regras eleitorais para conteúdos produzidos ou alterados por IA.

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A Meta removeu na quinta-feira (22) um vídeo publicado no Instagram pelo cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O conteúdo mencionava uma acusação de que Flávio teria sido funcionário fantasma no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, quando tinha 19 anos.

Após a remoção, MC Cabelinho afirmou que o episódio continuava disponível no YouTube e questionou a decisão da empresa. O cantor e o Revelando voltaram a publicar o vídeo ainda na tarde de quinta-feira.

Procurada pelo g1, a Meta informou que restringiu a publicação por causa das regras eleitorais para conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial. Segundo a empresa, a medida vale da meia-noite de quinta-feira até as 23h59 de segunda-feira (26), no horário de Brasília.

A companhia afirmou que aplicativos de edição podem inserir nos arquivos sinais padronizados que indicam o uso de IA. Esses sinais são identificados automaticamente pela plataforma, que então torna o conteúdo indisponível no Brasil durante o período determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A resolução nº 23.610 do TSE proíbe a publicação, a republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas nas 72 horas anteriores à votação, no dia da eleição e nas 24 horas seguintes.

O portal Revelando publicou vídeos em que os atores Gregório Duvivier e Fábio Porchat criticam ou ironizam a remoção. Em setembro, o portal já havia afirmado que seu perfil foi derrubado após a publicação de um vídeo sobre relações entre o Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha.

A remoção ocorreu dois dias depois de a Meta informar ao TSE que havia adotado medidas para garantir tratamento igual às campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que solicitou informações sobre a atuação da empresa no segundo turno.

Em 15 de outubro, o TSE havia determinado que a Meta não reduzisse a distribuição nem restringisse a recomendação ou a busca de conteúdos político-eleitorais relacionados aos dois candidatos. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Lula, que alegou prejuízos na entrega de suas publicações; Flávio também afirmou que conteúdos de sua campanha foram prejudicados pela plataforma.

Fonte: g1

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