A pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Departamento de Justiça entrou com uma ação para impedir a certificação de uma possível vitória da democrata Mary Peltola na disputa por uma vaga no Senado pelo Alasca. O órgão afirma que dois candidatos com nomes semelhantes podem confundir os eleitores.
O alvo do questionamento é Daniel J. Sullivan, candidato independente registrado como republicano, cujo nome é quase igual ao do senador republicano Daniel S. Sullivan, que tenta a reeleição. As cédulas distinguem os dois candidatos, mas o desafiante foi derrotado nas primárias e aparece com menos de 5% nas pesquisas.
Segundo o Departamento de Justiça, a presença de Daniel J. Sullivan pode levar eleitores que pretendiam votar no senador Sullivan a escolher o candidato homônimo. O órgão pediu que, caso Peltola vença, a certificação do resultado só ocorra após uma investigação sobre a intenção dos votos.
A média de pesquisas compilada pelo RealClearPolling indica 49,4% para Peltola e 48,2% para o senador Daniel S. Sullivan. O Alasca adota um sistema em que os eleitores ordenam os candidatos por preferência.
A Suprema Corte do Alasca autorizou, em junho, a participação dos dois candidatos na eleição marcada para 3 de novembro. Especialistas ouvidos pela imprensa americana afirmam que o Departamento de Justiça não teria competência para definir quem aparece nas cédulas ou como o estado certifica o resultado.
A campanha de Sullivan afirmou que deixaria o processo seguir seu curso e disse que os eleitores do Alasca sabem distinguir o senador do candidato homônimo. Um porta-voz de Peltola classificou a iniciativa como uma tentativa política de anular uma eleição e afirmou que a campanha defenderá o direito de voto no estado.
A ação ocorre durante a ofensiva judicial de Trump relacionada às eleições legislativas de novembro, que renovarão toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Pesquisas indicam que os republicanos podem perder o controle de uma ou das duas Casas do Congresso.
Fonte: O Globo