Ir para o conteúdo

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

João Velho registra ocorrência contra perfil que exaltou condenado pela morte do irmão

João Velho registra ocorrência contra perfil que exaltou condenado pela morte de seu irmão, Rafael Mascarenhas.

Compartilhe
WhatsApp

O ator João Velho, filho de Cissa Guimarães e irmão de Rafael Mascarenhas, registrou um boletim de ocorrência e apresentou uma notícia-crime à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro, após um perfil no Instagram exaltar Rafael de Souza Bussamra, condenado pela morte de Mascarenhas.

Segundo o registro, feito em 21 de outubro, o caso foi classificado como ameaça e apologia de crime ou criminoso. Giovanni Cavalcanti de Albuquerque aparece como autor não identificado, e a defesa pediu a abertura de inquérito para apurar a autoria e as circunstâncias da publicação.

Os advogados também solicitaram que a Meta, controladora do Instagram, forneça dados associados ao perfil, como nome, telefone, endereço cadastrado, endereços IP e registros de criação e acesso.

O comentário foi publicado em uma postagem de João Velho sobre seu trabalho e dizia que Rafael Bussamra seria seu “herói” por ter atropelado uma pessoa. A publicação foi apagada depois que o caso ganhou repercussão.

Em vídeo enviado ao g1, João pediu ajuda para localizar o responsável pelo perfil e afirmou que a mensagem atingiu uma ferida relacionada à perda do irmão. O advogado Ricardo Brajterman classificou o comentário como cruel e disse que a liberdade de expressão não abrange ameaças ou discurso de violência.

Rafael Mascarenhas tinha 18 anos quando foi atropelado em 20 de julho de 2010, enquanto andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio. Rafael de Souza Bussamra, que dirigia o carro, foi condenado por homicídio culposo e por não prestar socorro.

A notícia-crime, datada de 19 de outubro e assinada por João e seus advogados, sustenta que o comentário pode configurar, em tese, os crimes de ameaça e apologia de crime. A apuração ainda depende da identificação formal do responsável e das providências da polícia.

Fonte: g1

Leia também