O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, anunciou nesta sexta-feira (23) a mobilização de 70 mil agentes para reforçar a segurança nas cidades do país durante os protestos contra o alto custo de vida previstos para este fim de semana.
O governo também informou que veículos blindados serão utilizados e que a missão Sentinelle, formada por militares, será acionada. Nuñez disse que as forças de segurança serão firmes contra vândalos e saqueadores e que pretendem impedir novos ataques a prédios públicos.
O presidente Emmanuel Macron sugeriu limitar os protestos a atos convocados por organizações sindicais. Grupos de defesa dos direitos civis criticaram a proposta, afirmando que ela ameaça o direito à livre manifestação.
Cidades como Marselha e Lyon proibiram manifestações após episódios de vandalismo registrados durante os atos do último sábado. Em Paris, uma decisão judicial derrubou uma proibição da polícia, e as autoridades autorizaram apenas uma marcha no fim de semana, entre a Praça da Bastilha e a Praça da Nação.
A reação do governo ocorre após críticas de forças de oposição à atuação das autoridades nos protestos anteriores. Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional, acusou Macron de estar perdido, enquanto Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, afirmou que o primeiro-ministro Sébastien Lecornu permitiu o caos por interesse político.
O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, informou na quinta-feira que 217 das 2,7 mil pessoas detidas no último fim de semana foram presas e que outras mil são processadas. Em Paris, os museus do Louvre, Orsay e Picasso anunciaram que permanecerão fechados excepcionalmente no sábado, enquanto comerciantes reforçam a proteção das vitrines.
Fonte: O Globo