Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizaram, em documentos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (23), a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico de pessoas e empresas ligadas a eles. Até o momento, porém, os dados continuam privados e não há definição sobre a divulgação efetiva.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE e relator da petição apresentada por Lula, afirmou que a Corte não deve divulgar as informações. Segundo ele, os candidatos podem fazer a divulgação por meios próprios.
As campanhas também autorizaram o levantamento de dados de familiares. No caso de Flávio, o pedido inclui contas no Brasil e no exterior e empresas relacionadas ao senador, além da Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, e associada ao advogado Willer Tomaz.
A advogada da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, afirmou que os documentos da candidatura seriam entregues após a análise do material apresentado por Lula. A equipe petista defendia que os documentos fossem disponibilizados simultaneamente.
O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, protocolou no TSE a resposta da candidatura às exigências de Flávio. A campanha de Flávio apresentou 19 pedidos, incluindo dados sobre empresas e familiares de Lula, encontros com autoridades e empresários, visitas a palácios presidenciais, voos da Força Aérea Brasileira e despesas do cartão corporativo da Presidência.
A proposta inicial da campanha de Lula abrangia os oito anos anteriores. Flávio pediu que o período fosse ampliado para 20 anos, mas o documento assinado pelas duas campanhas não estabeleceu um prazo de abrangência.
A disputa começou após Lula desafiar Flávio, durante debate realizado pela Band no domingo (18), a divulgar dados bancários e telefônicos dos dois grupos familiares. As autorizações apresentadas ao TSE não significam, até agora, a divulgação dos registros.
Fonte: O Globo