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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Estudo aponta cobrança maior de anúncios de Lula pela Meta

Estudo do NetLab aponta que anúncios de Lula custaram até 43% mais que os de Flávio Bolsonaro no primeiro turno de 2026.

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Um estudo do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta indícios de que a Meta cobrou mais caro da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) por anúncios no primeiro turno das eleições de 2026.

A análise examinou 7.677 anúncios veiculados entre 16 de agosto e 4 de outubro de 2026. Em três dos quatro modelos estatísticos usados, Lula pagou entre 33% e 43% mais que Flávio Bolsonaro por mil pessoas alcançadas; no quarto modelo, a diferença foi de 10%, sem significância estatística.

O levantamento também indicou valores maiores para Lula em comparação com outras candidaturas. Segundo um dos modelos, a diferença chegou a 256% ante Augusto Cury (Avante), 119% ante Ronaldo Caiado (PSD) e 50% ante Renan Santos (Missão).

Os pesquisadores afirmam, porém, que os resultados são inconclusivos por causa da falta de dados brutos e da transparência da Meta. De acordo com o estudo, 52% dos anúncios analisados estavam na faixa de investimento entre R$ 0 e R$ 99, sem valor exato disponível.

O NetLab também apontou possível descumprimento de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a divulgação de valores gastos, alcance e critérios de segmentação. A análise afirma que a plataforma não informa dados sobre interesses, comportamentos e públicos customizados.

A Meta contestou as conclusões e afirmou que não define preços com base no anunciante ou em suas opiniões. Segundo a empresa, os anúncios disputam espaço em um sistema de leilão, e os custos dependem das estratégias escolhidas por cada campanha.

O estudo foi submetido a revisão independente com apoio do International Panel on the Information Environment (IPIE). Para Phil Howard, presidente do painel e professor da Universidade de Oxford, os dados públicos disponíveis não permitem verificar se o sistema de precificação foi justo.

Fonte: O Globo

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