Eleitores que precisarem viajar para outro município para votar no segundo turno das eleições de 2026 poderão usar gratuitamente o transporte intermunicipal em estados que regulamentaram o benefício. A votação ocorre neste domingo (25).
As regras variam conforme o estado. Em alguns locais, é necessário retirar o bilhete antecipadamente nos guichês das empresas e apresentar título de eleitor ou e-Título, documento oficial com foto e comprovante do local de votação.
Bahia, Piauí, Pará e Maranhão liberaram as viagens entre a sexta-feira (23) e a segunda-feira (26), com horários específicos para ida e retorno. Nesses estados, o comprovante de votação pode ser exigido na viagem de volta, caso o eleitor não tenha emitido os dois bilhetes antecipadamente.
São Paulo terá gratuidade em todo o transporte intermunicipal administrado pela Artesp durante o domingo, das 0h às 23h59. No Rio de Janeiro, a medida vale das 6h às 20h para ônibus intermunicipais do tipo urbano, com exceções para trajetos sem esse serviço.
No Rio Grande do Sul, as passagens de longo curso serão gratuitas das 8h de sábado (24) às 8h de segunda-feira (26), preferencialmente em ônibus convencionais. Serviços executivo, leito e leito-cama não estão incluídos.
Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Santa Catarina, Tocantins, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas também regulamentaram o transporte gratuito, com diferenças nos horários, na necessidade de reserva e na documentação exigida. Em alguns estados, o benefício inclui transporte aquaviário ou linhas semiurbanas.
Antes de viajar, o eleitor deve consultar a empresa responsável pelo trajeto, os terminais rodoviários e os órgãos estaduais de transporte para verificar horários, disponibilidade e procedimentos de embarque. A gratuidade intermunicipal não se estende automaticamente às viagens entre estados.
A oferta de transporte coletivo gratuito nos dias de votação decorre de determinação do Supremo Tribunal Federal e de normas da Justiça Eleitoral. Na quinta-feira (22), o Tribunal Superior Eleitoral orientou os Tribunais Regionais Eleitorais a fiscalizar a prestação do serviço e comunicar eventuais irregularidades.
Fonte: g1